Não há dúvida em relação à necessidade de se discutir e praticar inovação também nas empresas tradicionais. A questão está em dar o primeiro passo sem, muitas vezes, haver a cultura necessária para engajar pessoas e fazê-las se comprometer com esses novos olhares. Normalmente, quem se dá conta dessa necessidade são gestores da segunda geração ou aqueles que sentem desconforto quando os números começam a cair e observam o seu segmento de atuação seguindo por outros caminhos. Além disso, enxergar o concorrente crescendo mais rápido gera uma preocupação ainda maior.

Dentro dessa realidade, cidades com alto desenvolvimento econômico e educacional, e com grande potencial de negócios, entram na onda de criar ambientes de inovação. Hubs se espalham pelo país, seja em formatos associativos, públicos ou privados, não importa. A questão está em acrescentar ao ambiente de negócios um espaço onde pessoas e empresas consigam potencializar conexões e se desenvolver de forma inovadora, crescendo com um olhar para um futuro próspero.

Hubs bem administrados e com foco em negócios, inovação e educação podem gerar grandes oportunidades para todos os atores envolvidos, além de fomentar o ecossistema local como um todo.

Para empresas cujo desafio é dar o primeiro passo, participar de um hub de inovação e incentivar seu time a fazer parte do ecossistema é começar a levar para dentro do negócio possibilidades reais de aumento da competitividade. Quem sabe, inclusive, trazer soluções que até então não haviam sido pensadas e que, ao final, podem gerar resultados mais rápidos do que o esperado. Nesse contexto, entender a inovação como investimento e não como custo é fundamental.

Portanto, compreender que um hub não é apenas um lugar colorido e “bonitinho”, e saber explorar suas agendas, sem dúvida pode colocar negócios tradicionais que hoje correm o risco de desaparecer do mercado como protagonistas desse novo mundo corporativo.